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Como melhorar o desempenho em Matemática na escola 

14 de julho de 2026

Por: SOMOS Educação

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O desempenho em Matemática não melhora apenas no ano do ENEM. Ele é construído ao longo de toda a trajetória escolar.

Todos os anos, quando os resultados do ENEM são divulgados, uma pergunta se repete entre gestores escolares:

O que as escolas com melhor desempenho em Matemática fazem de diferente?

À primeira vista, é comum associar bons resultados a fatores como carga horária ampliada, simulados frequentes ou preparação intensiva para o exame.

Embora essas iniciativas tenham seu papel, elas dificilmente explicam, sozinhas, a evolução consistente observada em determinadas instituições.

Quando analisamos escolas que apresentam crescimento contínuo nos indicadores de desempenho, um padrão começa a aparecer.

Os melhores resultados normalmente são consequência de uma estratégia pedagógica construída ao longo de vários anos, baseada no acompanhamento contínuo da aprendizagem, no uso inteligente de dados e em intervenções realizadas antes que as dificuldades se consolidem.

Em outras palavras, escolas que obtêm bons resultados em Matemática não trabalham apenas para preparar estudantes para uma prova. Elas constroem uma cultura de aprendizagem.

Essa diferença se torna ainda mais relevante quando observamos o cenário da educação brasileira.

Segundo os resultados mais recentes do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), organizado pela OCDE, o Brasil permanece abaixo da média dos países participantes em Matemática. 

O levantamento mostra que uma parcela significativa dos estudantes encontra dificuldades para resolver problemas que exigem interpretação, raciocínio lógico e aplicação prática dos conceitos matemáticos. O ENEM confirma esse desafio.

Ao longo das últimas edições, a prova de Matemática tem se destacado como uma das áreas com maior poder de discriminação entre os participantes. Para o ENEM, só memorizar fórmulas não é suficiente. O estudante precisa interpretar gráficos, analisar informações, resolver situações-problema e mobilizar diferentes conhecimentos para chegar à resposta.

Isso significa que melhorar o desempenho em Matemática exige compreender como os estudantes aprendem e, principalmente, utilizar evidências para orientar as decisões pedagógicas.

O que os resultados do ENEM revelam sobre a aprendizagem em Matemática?

Quando se fala em resultados do ENEM, é comum que a atenção se concentre nas médias finais ou nos rankings das escolas.

Embora esses indicadores sejam relevantes, eles contam apenas parte da história.

Por trás das notas existem informações valiosas sobre como os estudantes aprendem e onde encontram maiores dificuldades.

É justamente por isso que gestores têm recorrido cada vez mais aos dados educacionais para apoiar o planejamento pedagógico.

Ao analisar os resultados de forma estratégica, torna-se possível identificar padrões que dificilmente seriam percebidos apenas pela observação em sala de aula.

Por exemplo:

  • Quais habilidades apresentam maior índice de erro?
  • Em quais séries as dificuldades começam a aparecer?
  • Como diferentes turmas evoluíram ao longo do ano?
  • Quais conteúdos exigem intervenções mais específicas?
  • Existe relação entre desempenho em simulados e resultados finais?

Essas respostas permitem que a escola deixe de atuar apenas de forma corretiva e passe a desenvolver estratégias preventivas.

Na prática, isso significa identificar dificuldades antes que elas impactem o desempenho dos estudantes no ENEM.

Como parceira de mais de 7 mil escolas brasileiras, a SOMOS Educação acompanha esse movimento de transformação da gestão pedagógica.

Cada vez mais instituições têm substituído decisões baseadas exclusivamente na percepção por estratégias fundamentadas em evidências, utilizando indicadores para orientar ações mais precisas e acompanhar a evolução da aprendizagem ao longo do tempo.

Essa mudança representa uma nova forma de olhar para a Matemática.

Mais do que perguntar “qual foi a nota da escola?”, gestores passam a perguntar:

  • Por que determinado conteúdo apresentou baixo desempenho?
  • Em qual momento da trajetória escolar essa dificuldade começou?
  • Quais competências precisam ser fortalecidas?
  • Como reorganizar o planejamento para evitar que o problema se repita?

São essas perguntas que ajudam a transformar resultados em melhoria contínua.

O que diferencia as escolas com melhor desempenho em Matemática?

Embora cada instituição tenha sua própria proposta pedagógica, escolas que apresentam evolução consistente costumam compartilhar algumas características.

A primeira delas é compreender que a aprendizagem não acontece de forma linear. Ou seja, nem todos os estudantes aprendem no mesmo ritmo e nem todas as dificuldades aparecem no mesmo momento.

Por isso, as escolas mais bem-sucedidas deixam de trabalhar apenas com avaliações classificatórias e passam a utilizar diferentes instrumentos para acompanhar a evolução da aprendizagem ao longo do ano.

Outra característica importante é a capacidade de transformar avaliações em planejamento.

Aplicar simulados, provas diagnósticas ou atividades avaliativas é apenas parte do processo, mas o diferencial está naquilo que acontece depois.

As escolas que conseguem evoluir analisam os resultados, identificam padrões, reorganizam o planejamento, promovem intervenções específicas e monitoram novamente o desenvolvimento dos estudantes.

Esse ciclo contínuo de diagnóstico, ação e acompanhamento permite corrigir rotas antes que as dificuldades se tornem permanentes.

Além disso, essas instituições costumam incentivar uma aprendizagem baseada na resolução de problemas.

Em vez de priorizar apenas exercícios repetitivos, trabalham situações que exigem interpretação, argumentação, raciocínio lógico e aplicação dos conceitos matemáticos em diferentes contextos.

Essa abordagem aproxima o estudante das competências efetivamente avaliadas pelo ENEM e, ao mesmo tempo, desenvolve habilidades importantes para sua formação acadêmica e profissional.

O resultado da aplicação de todas essas práticas é uma aprendizagem mais significativa e duradoura.

5 práticas que diferenciam escolas com alto desempenho em Matemática 

Não existe uma fórmula única para melhorar os resultados em Matemática. Cada escola possui um contexto, um perfil de estudantes e desafios específicos.

No entanto, ao observar instituições que apresentam evolução consistente em avaliações externas, é possível identificar práticas que aparecem com frequência e que ajudam a explicar esse desempenho. Separamos algumas delas a seguir: 

1. Acompanham a aprendizagem continuamente  e não apenas nas provas bimestrais

Um dos principais diferenciais das escolas com bons resultados é que elas não esperam o fechamento do bimestre para descobrir que parte da turma não aprendeu determinado conteúdo.

O acompanhamento acontece durante todo o processo de ensino.

Avaliações diagnósticas, exercícios de verificação rápida, simulados, atividades em sala e plataformas digitais ajudam professores e coordenadores a identificar dificuldades antes que elas comprometam a aprendizagem dos estudantes.

Esse acompanhamento contínuo permite que a escola faça pequenos ajustes ao longo do percurso, em vez de tentar recuperar grandes lacunas no final do ano.

Exemplo prático

Imagine que uma turma do 2º ano do Ensino Médio esteja iniciando o estudo de funções.

Após duas semanas de trabalho, o professor aplica uma avaliação diagnóstica curta, composta por cinco questões focadas apenas nos conceitos iniciais.

Os resultados mostram que cerca de 40% da turma ainda apresenta dificuldades para interpretar gráficos.

Em vez de seguir imediatamente para o próximo conteúdo, a coordenação reorganiza o planejamento.

Na semana seguinte, são propostas atividades práticas utilizando gráficos de inflação, crescimento populacional e consumo de energia, aproximando o conceito da realidade dos estudantes.

Ao identificar a dificuldade no início do processo, a escola evita que ela se acumule e comprometa conteúdos posteriores.

2. Transformam simulados em planos de ação

Aplicar simulados já faz parte da rotina de muitas escolas, no entanto, em instituições com melhor desempenho, o simulado não representa apenas um momento de avaliação.

Ele funciona como uma ferramenta de diagnóstico para orientar decisões pedagógicas.

Cada aplicação gera informações importantes sobre habilidades dominadas, conteúdos com maior índice de erro e padrões de aprendizagem das diferentes turmas.

Esses dados servem de base para reorganizar aulas, promover revisões específicas e direcionar intervenções antes das avaliações seguintes.

Exemplo prático

Após um simulado baseado na matriz do ENEM, a coordenação identificou que três turmas apresentaram desempenho abaixo do esperado em questões envolvendo análise de gráficos estatísticos.

Em vez de repetir uma revisão geral, a escola organiza uma sequência de aulas específicas sobre interpretação de gráficos e tabelas, envolvendo Matemática, Geografia e Ciências da Natureza.

Na aplicação seguinte, compara os resultados para verificar se houve evolução.

Esse ciclo de diagnóstico, intervenção e monitoramento torna o processo muito mais eficiente do que simplesmente aplicar simulados ao longo do ano.

3. Desenvolvem a resolução de problemas em vez da repetição mecânica de exercícios

A prova de Matemática do ENEM exige que os estudantes interpretem situações, analisem informações e escolham estratégias para resolver problemas.

Por isso, escolas com melhores resultados procuram equilibrar o treino operacional com atividades que estimulem raciocínio lógico e tomada de decisão.

Resolver dezenas de exercícios semelhantes pode ajudar na memorização de procedimentos.

Mas desenvolver competências matemáticas exige que o estudante compreenda quando, por que e como utilizar determinado conceito.

Exemplo prático

Ao ensinar porcentagem, em vez de trabalhar apenas cálculos abstratos, o professor propõe uma situação baseada em decisões financeiras.

Os estudantes recebem diferentes propostas de desconto, financiamento e cashback e precisam identificar qual representa a melhor escolha.

Além de aplicar conceitos matemáticos, exercitam interpretação, comparação de cenários e tomada de decisão, habilidades presentes tanto no ENEM quanto na vida cotidiana.

Essa abordagem torna a aprendizagem mais significativa e aproxima o conteúdo da realidade dos alunos.

4. Utilizam dados para personalizar as intervenções pedagógicas

Nem todas as turmas apresentam as mesmas dificuldades.

Da mesma forma, estudantes diferentes precisam de estratégias diferentes para aprender.

Por isso, uma característica marcante das escolas com melhor desempenho é o uso de dados para personalizar intervenções.

Em vez de oferecer a mesma revisão para todos, a escola identifica quais habilidades precisam ser fortalecidas em cada grupo de estudantes.

Exemplo prático

Após analisar os resultados das avaliações do semestre, a coordenação percebe que:

  • uma turma apresenta dificuldades predominantes em geometria espacial;
  • outra apresenta baixo desempenho em probabilidade;
  • um terceiro grupo demonstra insegurança em interpretação de problemas.

Com essas informações, cada turma recebe um plano de intervenção específico.

Enquanto uma participa de oficinas práticas utilizando sólidos geométricos, outra desenvolve atividades com jogos de probabilidade e análise de dados.

As intervenções deixam de ser genéricas e passam a responder às necessidades reais de aprendizagem.

É justamente nesse ponto que a cultura de dados ganha importância para a gestão escolar.

5. Transformam resultados em melhoria contínua

Escolas que evoluem de forma consistente entendem que o processo não termina quando as notas são divulgadas, ao contrário, é nesse momento que começa uma nova etapa de análise.

Os resultados das avaliações internas, dos simulados e do ENEM são utilizados para revisar práticas pedagógicas, ajustar o currículo e definir prioridades para o ano seguinte.

Essa cultura de melhoria contínua faz com que cada ciclo de avaliação gere novos aprendizados para toda a equipe.

Exemplo prático

Ao final do ano letivo, a coordenação reúne professores de Matemática para analisar os resultados obtidos.

Além das médias, observam:

  • quais habilidades evoluíram mais;
  • quais conteúdos apresentaram maior dificuldade;
  • quais metodologias produziram melhores resultados;
  • quais intervenções tiveram maior impacto.

Com base nessa análise, o planejamento do ano seguinte já incorpora ajustes antes mesmo do início das aulas.

Em vez de repetir o mesmo modelo de ensino, a escola aprende com seus próprios dados.

Esse processo fortalece a qualidade pedagógica de forma contínua e torna os resultados cada vez mais consistentes.

A seguir, veremos quais indicadores a gestão deve acompanhar para fortalecer o desempenho em Matemática, como utilizar os Microdados do ENEM de forma estratégica e de que maneira a SOMOS Educação apoia escolas na construção de uma gestão pedagógica orientada por dados.

Quais indicadores a gestão escolar deve acompanhar além da nota?

Quando o assunto é desempenho em Matemática, muitos gestores concentram a análise na média da escola no ENEM ou nos resultados dos simulados.

Embora esses indicadores sejam importantes, eles contam apenas parte da história.

Para compreender de fato como a aprendizagem está evoluindo, é preciso olhar para métricas que expliquem por que determinado resultado aconteceu.

Quanto mais detalhada for essa análise, mais assertivas tendem a ser as intervenções pedagógicas.

Entre os principais indicadores que merecem acompanhamento estão:

Evolução por habilidade

Nem toda dificuldade está relacionada ao conteúdo.

Ao analisar o desempenho por habilidade ou descritor, a escola consegue identificar quais competências precisam ser fortalecidas antes que elas comprometam o aprendizado em etapas posteriores.

Por exemplo, uma turma pode apresentar bom desempenho em álgebra, mas dificuldades recorrentes na interpretação de gráficos e tabelas. Esse diagnóstico permite reorganizar o planejamento com muito mais precisão.

Evolução entre avaliações

Observar apenas a nota final pode mascarar avanços importantes.

Comparar os resultados entre simulados, avaliações diagnósticas e provas internas permite identificar se as estratégias adotadas estão gerando evolução consistente ou apenas melhorias pontuais.

Esse acompanhamento também ajuda a validar intervenções pedagógicas ao longo do ano.

Desempenho por turma

Nem sempre o desafio está na escola como um todo.

Analisar cada turma individualmente permite compreender diferenças de aprendizagem, ajustar metodologias e compartilhar boas práticas entre professores.

Muitas vezes, estratégias que funcionaram bem em uma turma podem ser adaptadas para outras.

Evolução individual dos estudantes

Outro indicador importante é acompanhar o crescimento de cada estudante ao longo do tempo.

Mais do que identificar quem possui notas altas, a gestão consegue visualizar quais alunos apresentaram maior evolução e quais ainda necessitam de apoio específico.

Essa visão favorece intervenções mais personalizadas e reduz o risco de que dificuldades se acumulem ao longo da trajetória escolar.

Distribuição do desempenho

Além da média geral, vale observar como as notas estão distribuídas.

Uma escola pode aumentar significativamente seu desempenho ao reduzir o número de estudantes com resultados muito baixos, mesmo sem alterar a média dos alunos com melhor desempenho.

Esse indicador costuma revelar avanços importantes na equidade da aprendizagem.

O que os Microdados do ENEM podem revelar para sua escola?

Os resultados divulgados anualmente pelo ENEM representam apenas uma parte das informações produzidas pelo exame.

Por trás das médias publicadas existe um conjunto muito mais amplo de dados que pode apoiar decisões pedagógicas e estratégicas.

Os Microdados do ENEM permitem aprofundar a análise sobre o desempenho dos estudantes e identificar tendências que dificilmente seriam percebidas apenas pelos resultados finais.

Quando interpretados de forma estruturada, eles ajudam a responder perguntas como:

  • Como a escola evoluiu ao longo dos últimos anos?
  • Em quais áreas do conhecimento estão as maiores oportunidades de melhoria?
  • Como o desempenho da instituição se compara ao de escolas com perfil semelhante?
  • Quais competências merecem maior atenção no planejamento pedagógico?
  • Existem padrões que podem orientar ações para os próximos ciclos letivos?

Essas informações ajudam a construir estratégias baseadas em evidências, é justamente essa visão analítica que tem ganhado espaço na gestão educacional.

Fortaleça as decisões da sua escola com inteligência educacional

Como você pode observar ao longo do contéudo, melhorar o desempenho em Matemática exige muito mais do que ampliar a carga de exercícios ou intensificar a preparação para o ENEM.

Os resultados mais consistentes surgem quando a escola acompanha a aprendizagem continuamente, interpreta dados com profundidade e transforma essas informações em decisões pedagógicas.

Esse é o papel da inteligência educacional.

Converse com um especialista da SOMOS Educação e descubra como nossas soluções podem apoiar sua escola na construção de resultados cada vez mais consistentes, fortalecendo não apenas o desempenho no exame, mas toda a jornada de aprendizagem dos estudantes.

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