Os maiores desafios da direção escolar

14 de julho de 2025

Por: SOMOS Educação

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Quando discutimos a importância de um diretor de empresa, fica clara a sua importância na estratégia dos negócios. Quando falamos de um diretor de uma escola, a sua atuação não é tão delimitada, embora seja muito parecida com a de outros gestores. Assim como qualquer líder, o diretor de escola tem um compromisso com os seus resultados e com a postura institucional frente às mudanças do setor. Por isso, ele passa por diversos desafios.

O diretor é o principal porta-voz da organização e deve zelar pelo interesse de todos os envolvidos. Por isso, é extremamente relevante que o diretor saiba os principais desafios do setor – que são muito diferentes dos de um coordenador ou de um professor. Continue lendo este artigo e saiba tudo sobre o assunto.

Os 6 maiores desafios da direção escolar

A direção escolar passa por desafios todos os dias, listamos seis. Confira quais são e algumas sugestões de como resolvê-los:

1. Ser claro em relação aos objetivos

Muitas vezes consideramos que o objetivo da escola está claro, afinal, estão todos ali reunidos para fomentar o aprendizado dos alunos. Mas como será esse aprendizado? Onde você quer que os jovens cheguem? Como quer que os professores evoluam? Deixar as diretrizes mais transparentes é o ponto de partida primordial do diretor da escola – e talvez o seu maior desafio.

Pontue os objetivos principais da sua instituição: pode ser ter um maior número de matrículas de determinada faixa etária, o maior número de aprovados nos vestibulares das universidades mais concorridas ou aumentar as notas no ENEM. A partir dessa meta, desenhe planos de ação tanto para os alunos quanto para os professores, para que estejam traçando juntos sua trajetória. Lembre-se ainda de considerar os interesses de todos ao desenhar a sua estratégia.

2. Direcionar novos investimentos

Ao gerir o orçamento da escola, você deve se preocupar não apenas com os gastos fixos e seus reajustes anuais, mas também para qual área devem ser direcionados os investimentos. Se o forte da sua instituição – ou seu objetivo – for o ensino prático, invista em laboratórios de química ou biologia, por exemplo.

Se você pretende implantar uma grade horária em período integral, pode ser o caso de reformar as áreas de lazer. Se os seus alunos são majoritariamente adolescentes, pode valer a pena investir em uma plataforma móvel de testes para incentivar os estudos.

3. Entender a realidade dos alunos

Conhecer o seu público pode ser outro grande desafio. Não basta apenas ter o perfil socioeconômico de seus alunos e familiares, é necessário entender também do que as crianças e jovens gostam e o que chamam a sua atenção, para que os conteúdos de aulas sejam realmente bem aproveitados e aprendidos.

Nesse sentido, vale conhecer a fundo estudos sobre a nova geração, hiperconectividade por meio da tecnologia, principais meios de comunicação e linguagem e até os principais assuntos que estão em pauta entre os alunos. Conhecer a realidade deles é essencial para transformá-la.

4. Explorar o ambiente da escola

A região na qual a escola está inserida é impactada pelo fluxo de alunos e professores nos horários de chegada e saída da escola. Conhecer o comércio local e os principais pontos de lazer pode ser fundamental para fazer parcerias e para, principalmente, fazer com que os alunos sintam-se parte da região.

Propor atividades fora das salas é uma oportunidade de contribuir para a formação cidadã das crianças e jovens, permitindo que eles alterem o seu cotidiano e aprendam sobre a política local. Afinal, a escola também possui responsabilidade para com a sua comunidade.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê que os conhecimentos essenciais passados para os alunos contribuam para a sua formação como um cidadão íntegro. Isso acontece por meio de dez competências socioemocionais que são exploradas no ambiente escolar.

Ao definir essas competências, a BNCC reconhece que a “educação deve afirmar valores e estimular ações que contribuam para a transformação da sociedade, tornando-a mais humana, socialmente justa e, também, voltada para a preservação da natureza” (BRASIL, 2013). – (Base da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, p. 8)

5. Pensar na governança

A figura do diretor de escola é muito importante e isso não quer dizer que deva ter uma gestão isolada. Pensar na governança da instituição é fundamental para manter o seu bom funcionamento e fazer com que os professores também fiquem mais engajados com o dia a dia de trabalho.

Pense em criar núcleos de trabalho – um para cuidar de questões administrativas, outro para inovações, outro para ética, por exemplo. Isso estimula o debate e garante a tomada de decisões de forma democrática.

6. Ser empreendedor

A escola pode não ser um empreendimento recente, mas deve ser encarada como se fosse. Isso porque o diretor da escola deve sempre manter o interesse nas inovações e na busca por melhores resultados. Esteja sempre atento às pesquisas de mercado, às tendências de ensino e às necessidades de seu público para que sua renovação seja constante.

Isso acontece porque, assim como toda a sociedade, o meio educacional passa por mudanças constantes.

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