Chegou a 13ª edição da Revista SOMOS Conexão: Conheça os destaques que vão transformar a sua escola

11 de maio de 2026

Por: SOMOS Educação

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A educação contemporânea exige das escolas e dos educadores uma capacidade constante de adaptação. Em um cenário marcado por inovações tecnológicas, novas legislações e mudanças profundas no comportamento dos estudantes, a atualização contínua deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade estrutural. E é com o propósito de apoiar gestores e professores nesse desafio que a Revista SOMOS Conexão chega à sua 13ª edição.

Nesta publicação, apresentamos uma curadoria de temas essenciais para quem vive e constrói o ecossistema educacional. As reportagens e entrevistas oferecem caminhos práticos e reflexões relevantes sobre as transformações que vêm moldando o cotidiano das instituições de ensino. Desde a estruturação de núcleos de redação de alta performance até a integração da Inteligência Artificial (IA) na gestão escolar, passando pelas novas diretrizes da BNCC Computação e pelos desafios da inclusão e da saúde mental no ambiente digital, a edição se consolida como um verdadeiro manual de sobrevivência e inovação pedagógica. 

Continue a leitura e confira um panorama completo dos principais assuntos que você encontrará nas páginas da nova edição.

Redação como diferencial estratégico – Quando dados, leitura e prática transformam a escrita em resultados para a escola

A matéria de capa da 13ª edição revisita um dos principais desafios do ensino médio brasileiro: a produção textual de excelência. Revelando um cenário que merece a atenção das instituições de ensino,  o artigo discute como as escolas podem estruturar núcleos de redação de alta performance. 

O professor William Roberto Cereja, mestre em Teoria Literária pela USP e doutor em Linguística Aplicada pela PUC-SP, enfatiza que dominar apenas a estrutura do texto dissertativo-argumentativo não é suficiente. É preciso transformar a sala de aula em um laboratório de linguagem, integrando leitura, reflexão e produção textual para o estudante construir um repertório cultural sólido.

A reportagem também destaca o papel fundamental da tecnologia nesse processo. Carolina Siequeroli, Head da plataforma Redação Nota 1000 do Grupo SOMOS Educação, explica como o uso de dados permite um acompanhamento preditivo da evolução dos estudantes.

Além disso, é possível conferir exemplos reais de escolas parceiras que elevaram significativamente suas médias no Enem e como a Inteligência Artificial pode ser utilizada para simular correções gramaticais e sofisticações de vocabulário, transformando a tecnologia em uma aliada pedagógica.

O gestor como mediador tecnológico – O equilíbrio entre a inteligência humana e a IA

Aprofundando o debate sobre inovação, a revista apresenta uma entrevista exclusiva sobre o papel da gestão escolar na mediação do uso da Inteligência Artificial. A conversa reúne Claudia Valério, diretora da Bett Brasil (maior evento de inovação e tecnologia educacional da América Latina), e Bruno Brusco, diretor de Produtos Digitais e Tecnologia Educacional da SOMOS Educação.

O diálogo parte da premissa de que a resistência à IA já foi superada nas escolas; o desafio agora é entender como integrá-la. Bruno Brusco ressalta que o gestor deve atuar como um mediador entre a inovação e o propósito educativo, garantindo que a tecnologia sirva à aprendizagem. Ele enfatiza que a IA não cria vínculo, leitura emocional ou contexto social — elementos que fortalecem ainda mais o protagonismo do professor. 

Claudia Valério aponta que os gestores vivem um misto de entusiasmo e cautela, lidando com desafios reais como a privacidade dos dados dos estudantes, a necessidade de capacitação docente e as desigualdades de infraestrutura. Ela defende que a implementação da IA deve começar com projetos-piloto e muita escuta ativa.

Ambos os especialistas convergem na ideia de que a escola do futuro não é a mais digitalizada, mas aquela que consegue fazer a tecnologia operar de forma invisível a serviço humano, liberando o professor de tarefas burocráticas para que ele possa se concentrar no vínculo e na construção coletiva do conhecimento.

BNCC Computação: descomplicando as Novas Diretrizes

Outro destaque fundamental da 13ª edição é a análise das novas diretrizes estabelecidas pela Portaria da BNCC Computação, que torna o ensino de computação obrigatório em toda a Educação Básica a partir de 2026. 

A reportagem, que esclarece que o tema não se resume à aquisição de equipamentos, conta com as contribuições de Victor Haony, assessor pedagógico na Mind Makers, e Januária Cristina Alves, diretora da Entrepalavras Produção de Textos. Eles desmistificam a ideia de que todos os professores precisam se tornar especialistas em programação. O foco, na verdade, está no desenvolvimento do pensamento computacional, na resolução de problemas e no uso ético das tecnologias.

Um dado alarmante trazido pela Pesquisa TIC Educação revela que menos de 50% dos professores da Educação Básica se sentem preparados para utilizar tecnologias digitais de forma pedagógica. Para enfrentar esse desafio, a reportagem estrutura a implementação da BNCC Computação em eixos claros:

  • Infraestrutura baseada em princípios: a prática computacional precede o hardware e pode ser trabalhada com atividades analógicas e jogos lógicos. 
  • Formação docente prioritária: investir no professor para que ele compreenda como a lógica computacional dialoga com Matemática, Linguagens e Humanidades.
  • Integração com a Educação Infantil: iniciar o letramento digital desde cedo, adaptando práticas de leitura de mundo já existentes no cotidiano escolar.
  • Educação midiática crítica: formar estudantes capazes de interpretar, analisar e questionar a circulação massiva de conteúdos e a desinformação.

Formação Continuada: a escola deve agir diante de crises que começam nas redes sociais?

A onipresença dos dispositivos móveis dissolveu as barreiras físicas da escola. Hoje, um conflito iniciado em um grupo de WhatsApp durante a madrugada repercute com força total na primeira aula da manhã. Esse é o tema central do artigo publicado na editoria de “Formação Continuada”.

A reportagem ouve Rodrigo Nejm, doutor em psicologia e especialista em educação digital do Instituto Alana, e Leo Gonçalves, mestre em educação e especialista pedagógico do programa Líder em Mim da SOMOS Educação. Eles discutem o mito da segurança doméstica, alertando que o perigo, muitas vezes, está no quarto da criança e/ou  adolescente, mediado por uma tela.

Os dados apresentados são contundentes: segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, quase um terço das crianças brasileiras acessa a internet pela primeira vez antes dos seis anos. Mais grave ainda, uma em cada cinco crianças ou adolescentes (entre 11 e 17 anos) afirma já ter recebido algum tipo de solicitação sexual online.

Diante desse cenário, a matéria propõe que a escola atue como uma “antena”, identificando mudanças bruscas de comportamento, isolamento e queda de rendimento. A reportagem apresenta um resumo de ações recomendadas para a escola, organizadas em cinco áreas de atuação:

Área de atuaçãoAções recomendadas
IdentificaçãoObservar mudanças bruscas de comportamento, isolamento e queda no rendimento.
PrevençãoImplementar currículos socioemocionais e educação digital crítica (BNCC).
Gestão de criseCriar protocolos de acolhimento e mediação de conflitos; notificar responsáveis.
InfraestruturaRestringir uso não pedagógico do celular e escolher plataformas com governança de dados.
Cultura escolarFortalecer a parceria com as famílias e promover atividades “desplugadas”.

A reportagem também analisa os impactos do ECA Digital (Lei 15.211/25), que entrou em vigor em março de 2026, e defende o protagonismo socioemocional como o verdadeiro antídoto contra as violências do ambiente virtual.

Quem SOMOS: As novidades do ano formativo da SOMOS Educação

Na editoria “Quem SOMOS”, compartilhamos as inovações estruturadas para o ano letivo de 2026, trazendo a visão de Renata Rossi, diretora de Conteúdo Pedagógico da SOMOS Educação, que defende a escola como um organismo vivo formado por pessoas. 

Para Renata, a formação não deve se restringir ao professor em sala de aula, mas abraçar todos os profissionais que atuam no cotidiano escolar, desde a secretaria até o atendimento educacional especializado. É com essa premissa que o Programa de Formação Continuada da SOMOS Educação (PROFS), sob a coordenação pedagógica de Thalita Siqueira, ganha novas trilhas focadas em temáticas contemporâneas.

Os destaques do PROFS incluem formações sobre:

  • Educação Digital e Midiática (com trilha completa impulsionada pelos avanços regulatórios recentes);
  • Inteligência Artificial;
  • Educação em uma perspectiva inclusiva (incluindo abordagens para estudantes com TEA não falantes e o ECA Digital).

A evolução do programa é evidente nos números: em 2025, o PROFS atingiu 48 mil certificações, um crescimento expressivo de 68% em relação ao ano anterior, consolidando-se como uma ferramenta vital para a atualização das equipes escolares.

Educação para Todos: O papel estratégico dos materiais didáticos inclusivos

A inclusão escolar é tratada com profundidade na editoria “Educação para Todos”, mostrando que incluir fisicamente o aluno na escola não basta; é preciso garantir condições reais de aprendizagem.

A matéria apresenta dados do Censo Escolar 2025, que registrou cerca de 2,5 milhões de matrículas na Educação Especial na Educação Básica. Destaca-se o crescimento de 44,4% nas matrículas de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) entre 2023 e 2024. No entanto, o Censo Demográfico do IBGE de 2022 revela que a taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência ainda é quatro vezes maior do que na população geral.

Claudia Costin, especialista em educação e ex-Diretora Global de Educação do Banco Mundial, analisa o atraso histórico do Brasil na adoção de materiais didáticos inclusivos. Ela defende que esses recursos são estratégicos para garantir que crianças com deficiências graves possam, por exemplo, acompanhar o processo de alfabetização.

A reportagem também apresenta soluções práticas desenvolvidas pela SOMOS Educação, explicadas pela Diretora Editorial Lidiane Cristina Vivaldini Olo. Entre elas, destaca-se a ferramenta Lupa, focada na acessibilidade visual (ampliação eletrônica do material didático), e o PEI Plurall, que utiliza Inteligência Artificial para auxiliar os professores na elaboração de Planos de Ensino Individualizados (PEI), otimizando o planejamento pedagógico e garantindo um olhar verdadeiramente focado nas necessidades de cada estudante. 

SOMOS Indica: Obras literárias como ferramentas de letramento e consciência crítica

Para encerrar a edição, a seção “SOMOS Indica” traz recomendações valiosas de Laura Vecchioli do Prado, coordenadora editorial na SOMOS Educação, apresentando três obras da Editora Ática que transcendem o entretenimento e funcionam como ativos estratégicos na formação integral dos estudantes.

 As obras selecionadas são:

  1. Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll;
  2. A Volta ao Mundo em Oitenta Dias, de Júlio Verne;
  3. A Revolução dos Bichos, de George Orwell.

Uma edição feita para inspirar e transformar

Com um olhar atento às urgências do presente e às demandas do futuro, a 13ª edição da Revista SOMOS Conexão reafirma seu compromisso de ser um espaço de diálogo, reflexão e apoio para toda a comunidade escolar.

Não perca a oportunidade de mergulhar em todos esses conteúdos, acessar as entrevistas na íntegra e compartilhar essas reflexões com a sua equipe pedagógica. Clique na imagem para receber a revista completa:

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